Os Moquecos da Moqueca



La Boda de Vanguardia

Tuesday, 9 September, 2008

A tradição já não é o que era. De regresso da Andaluzia - terra de touros e gente simpática, tapas e muito jamón, feria e procissões a passar debaixo da janela do hotel às onze da noite - vim a picar o cérebro atrás do volante por mais de 600 quilómetros a pensar no que raio aconteceu ao romance, ao sacrilégio da comunhão comum, ao ritual da boda como a conhecemos.

Talvez por ter a mania que sou Cinderela e acreditar em happy endings que começam com uma requintada festa no dia do casamento, tenho imaginada para mim uma boda tradicional - mas não religiosa - na qual o costume reinará. Sei que muito dificilmente me irei casar em Portugal, por isso, vejo-me antes a atar o nó nos lindos jardins dum castelo campesino em Inglaterra, alugado para o efeito, cercada da família e dos moquecos mais próximos, vestida a preceito e com um belo dum ramalhete debaixo do braço. Durante a cerimónia, antecipo discursos, troca de alianças, um beijo apaixonado e um apalpão no rabiosque antes de seguir para dentro do castelo onde o copo d’água durará até as wee wee horas da matina, rematado com o cortar do bolo, símbolo da nova era que se inícia. No dia seguinte, como manda a tradição, irei de lua-de-mel com o meu amor, muito enamorada e agarradinha a ele, piamente crédula que os melhores anos da minha vida ainda estão para vir.

Perante esta imagem corriqueira e nada extraordinária que tenho do dia do casamento, imaginem a minha estupefacção quando me dei conta que os meus moquecos estão muito à frente dos tempos, verdadeiros campeões das bodas pós-modernistas. Por outras palavras, o Juan e a Miranda simplesmente depenaram o dia da festa de todo o seu simbolismo, reduziram a boda a um episódio do friends reunited e ainda assim arrancaram dos seus convidados os elogios mais rasgados que se pode imaginar, Best wedding ever!, gritavam uns, Una boda genial!, gritavam outros.

O casamento, realmente, foi muito agradável, tenho de dizer, Um verdadeiro encanto!, exclamou mesmo a Mommy que caiu de amores pelos meus moquecos e se tornou na groupie preferida do Juan. A cerimónia civil foi feita entre as muralhas dum castelo mouro e o copo d’água numa adega imensa para onde os convidados foram transportados via comboio recreativo. Durante a refeição, a Mommy lá ficou sentada ao meu lado na mesa dos singletons. A comida estava uma delícia e a bebida ainda melhor. O baile começou temprano e eu não tardei em saltar para a pista com os moquecos atrás. Fartei-me de dançar o flamenco, rir-me com as esposas e namoradas dos meus homens trintões e beber, beber muito. No meio de tanta gente acuplada, a solteírisse até nem me incomodou, porque com a Mommy ali ao lado, senti-me sempre muito bem acompanhada.

Mas, ainda assim, devo de dizer, achei o casamento demasiado avançado para mim. Em primeiro lugar, a noiva não levou bouquet de flores para o altar, por isso, no final do dia, não houve lançamento de bouquet para ninguém. Em segundo lugar, o bolo de casamento estava AWOL. Ou seja, não houve bolo de casamento no copo d’água e, por conseguinte, ninguém comeu uma fatiota de massa açucarada. Em terceiro lugar, os noivos não quiseram gastar dinheiro com um fotógrafo profissional, então não houve fotos profissionais de recuerdo para os convidados comprarem e a única foto que eu e a Mommy conseguimos sacar junto deles teve de ser partilhada com o resto das pessoas sentadas na nossa mesa, porque com mais de trezentos convidados, dava mais jeito aos noivos tirarem fotos em grupo. Em quarto lugar, o noivo não quis ir de lua-de-mel com a sua noiva, porque disse preferir ficar na Andaluzia depois do casamento. Uma vez que os seus amigos vinham dos quatro cantos da Europa para testemunhar o evento, ele achava melhor fazer as honras da casa e passar os primeiros dias pós-casado com os seus companheiros. Por isso, não ia haver love sweet love numas praias brancas quaisquer para mais tarde recordar. Em quinto e último lugar, o noivo não gosta de usar anéis nos dedos e, como tal, no final da cerimónia, não houve troca de alianças. Os noivos saíram do registo civil tal como entraram, ou seja, com o dedo anelar ao relento e é assim que se irão manter para o resto das suas vidas de casado.

Bom. Se este não é o casamento mais progressista em que alguma vez estive, então não sei o que é. Só sei que não tenho pedalada para estas novas modas que parecem deixar toda a gente histérica de contente, menos a mim. Meus lindos, pensem lá comigo, se não era para pôr anel no dedo nem ir de lua-de-mel, então para quê casarem? Se não tinham dinheiro para o fotógrafo, para o bolo, nem para as flores, então para quê convidarem mais de trezentas pessoas para o copo d’água? Se o objectivo era fazer uma festa para os amigos e não uma comemoração do compromisso eterno do casal, o verdadeiro centro de qualquer casamento, então para quê uma boda?

A Mommy diz que, apesar de tudo, a festa foi muito bonita e o importante é que o noivo e a noiva se divertiram ainda que à sua maneira. Cada casal é como cada qual e eles têm mais é que fazer o que lhes parece bem. Pois. Concordo. Mas a que preço, pergunto eu? Certamente, não à custa do meu conto de fadas. Homem que é meu, terá porque terá de andar devidamente anelado. Quero safari em África para a lua-de-mel, muita flor campestre no altar e um fotógrafo Hello! para relatar um dos dias mais importantes da minha vida. Quero poucos convidados para lhes dar o máximo de atenção possível e um bonito bolo com dois bonecos espetados no topo. E se puder ser, quero ainda uma carruagem puxada por dois cavalos brancos, um noivo com chapéu alto, uma orquestra de cordas e uma lagosta no prato. E viva a tradição, caramba.

*****

Post Scriptum: A bem da verdade, convém aqui deixar registado que doze horas depois de ter escrito este texto, revi as fotos da boda andaluza e realmente a noiva ia de bouquet nas mãos. Mas como a coisa era tão pirolita e como nunca a vi ser jogada ao ar, assumi simplesmente que não existisse.


Felicidade aos Noivos: Versão Raio Parta a Solteirisse da Maria Lua

Thursday, 21 August, 2008

Recentemente, fui convidada a ir ao casamento do Juan e da Miranda na Andaluzia. O casal juntou-se em Paris há cinco anos atrás e com os dois agora na casa dos trinta, foi decidido que já estava na altura de selarem os seus profundos sentimentos e aconchegarem-se um ao outro para o resto da vida. Juan ajoelhou-se no cume de uma qualquer montanha em Machu Picchu e, rodeado de uma civilização ancestral e com um gostinho de coca na boca, pediu a Miranda em casamento, prometendo fazer da sua compincha uma Madame a sério. A boda, a ter lugar no início de Setembro, vai importar a moquecada de Londres para os arredores de Sevilha, prometendo muita farra e féria.

Mas até hoje, embora eu tenha dito que iria, não estava certa da minha presença. Para já, não sou muito adepta de celebrações em massa - consta que o Juan convidou mais de 300 pessoas para testemunhar o evento. Uma bestialidade numérica, se me perguntarem, que me transcende completamente, principalmente porque nem ele nem ela são parentes da Letícia e do Felipe.

Depois, acho muito estranho que embora o Juan me tenha dito várias vezes que jamais se iria casar, tenha agora proposto compromisso eterno à sua argentina. O que aconteceu? Voltou a enamorar-se da Miranda, foi? Ou será que as benéfices das isenções fiscais dos casados se tornaram irresistíveis? Ou será, antes, que entre o vasto stock de mulheres solteiras a viver nesta cidade ninguém mais lhe passa cartão? Não sei, sinceramente, não sei.

Finalmente, em terceiro lugar, não me apetecia ir ao casamento porque, neste momento, não tenho vontade nenhuma de ter a felicidade acuplada dos outros esfregada na cara. Eu sei, eu sei, “Côrror, Maria Lua, que coisa mais invejosa de se dizer”. Mas a verdade é que começo a ter tolerância zero para os meus moquecos, que se passeiam de braço dado por esta cidade como se Londres lhes pertencesse por direito ao amor. Embora as estrelas devessem estar a bafejar-me um lindo romance com direito a happy ending - afinal de contas, aparentemente, não há nada de errado comigo, sou solteira, boa rapariga e estou no primor das minhas carnes - dá-me a sensação que todos os meus companheiros de pabe, menos eu, andam a usufruir de tal zeitgeist. Pela primeira vez desde que os conheço, eles parecem ter encontrado do dia para a noite uma mais-que-tudo que lhes enche as medidas, trazendo-lhes suspeita áqueles “protegidos” por uma sorte menor que os destina a dias de verdadeira solidão, id est, euzinha. Sair com esta gente, ultimamente, passou a ser sinónimo de levar com casais felizes, membros exclusivos de um clube perfeição ao qual não fui convidada a aderir por falta de homem macho que me ponha o braço por cima dos ombros e me apalpe o peito eriçado.

Ai. É que tenho mesmo saudades dos tempos em que a maioria deles era solteiro ou sem intenções de assumir compromisso sério e nós éramos, assim, jovens e livres, fazendo o que nos apetecesse quando nos apetecesse sem dar satisfações a ninguém. Tinha a atenção de todos e entre eles movia-me como uma verdadeira rainha - a mulher desejada que na sua solteirisse residia todo o seu mistério.

Mas os meus dias de glória acabaram. Uma tristeza. Num espaço de seis meses, o meu mundo passou subitamente a ser dominado por machos comprometidos, onde a espontaneidade do já e agora foi substituída por um I’ll let you know, first I have to check with my girlfriend, enquanto eu passei de sex symbol a pitiful spinster. Mas também não é por escolha própria que ando sozinha! Não sou freira nem pudica, continuo simplesmente à espera do homem perfeito. E por ele não estou disposta a assentar acampamento com nenhum outro, nem a perder a minha liberdade e a minha joie de vivre em troca da rápida satisfação de necessidades ao sul do umbigo. Mas os moquecos já não entendem isso. Dividir a vida a dois e falar na primeira pessoa do plural passaram a ser a nova moda dos meus homens trintões. E eu, para minha frustração, passei a ser a solteira encalhada.

Pois eu digo, que se lixe. Vou rebelar-me contra a mudança dos tempos e a maturidade emocional que de repente assaltou a minha gente. Vou ao casamento, sim senhor, e vou levar a Mommy comigo. Ao contrário dos meus moquecos, posso não ter um date, mas tenho uma progenitora linda de morrer que me atesta as veias de orgulho e, tanto quanto me diz respeito, é mais charmosa do que qualquer vedeta cinco estrelas dos filmes de Almodóvar. Para além disso, e sobretudo, também acabei de comprar o vestido mais fabulous que vi nos saldos da Debenhams, que condizidos com uns belos de uns stilettos encarnados e uma lingerie e uma clutch da mesma cor, não me deixarão ficar de todo mal se por uma infeliz eventualidade puserem a mim e à Mommy a comer na mesa das crianças. Caramba, que se é para desfilar a minha singlehood à frente das parelhas dos meus moquecos, então que seja com muito estilo.

Roam-se, meus lindos.

Have a Little Faith!

Saturday, 26 July, 2008

Apesar do ano lectivo ter terminado há três semanas, eu continuo nas minhas lides académicas como se nada se tivesse passado. Continuo a trabalhar na revista, a desenhar VLE courses para o Departamento e a fazer biscastes na administração da faculdade. A única diferença é que as horas que passava a preparar e a dar seminários e a corrigir essays são agora dedicadas à escrita da tese e, ontem, terminei o primeiro de dois capítulos que quero entregar até ao final deste Verão, uma verdadeira master piece como me gabei ao supervisor quando lho enviei por email.

Ontem, também, cheguei à faculdade às oito e meia da manhã para vigiar exames dos cursos de verão que todos os anos são organizados pela minha Academia para os meninos cosmopolitas em troca de um pequeno tesouro equivalente a umas férias passadas nas Malvinas. Fiz vigias até às duas da tarde, altura em que corri para a sala dos doutorandos com um take away debaixo do braço para trabalhar na revista através do remote desktop. Um verdadeiro salva cús, esse remote desktop, que me permite evitar o escritório poeiroso da publicação e tratar das labutas da revista a partir da minha própria secretária enquanto os colegas de doutoramento me picam o cérebro com silly banter sobre o meu último desejo declarado – adquirir uma bela ladies hybrid Falcon City. O pior de todos é o Morgan, tenho de dizer, um canadiano amante do fitness e, curiosamente, do universo Maria Lua, que semanas depois de ter enviado um enorme ramo de rosas encarnadas para o Castelo de Westminster tentou violar-me a boca por ocasião da celebração do casamento do Nico e da Mathilde às portas dum pabe qualquer em Covent Garden. Há uns dias atrás, ele perguntou-me:

You what, Maria Lua?

I wanna get a bike.

What for? You refuse to leave zone 1, you don’t work out because you don’t wanna sweat and you came last in the school’s one-mile sports relief run. Even the dean finished first. Pitiful.

Actually, it was a marathon!

No, it wasn’t a marathon, it was a fucking one-mile run! I was there with you, remember? We crossed the finishing line together because I promised you I would run by your side until we completed the run.

Whatever.

What is more, Maria Lua, you’re too posh to ride the night bus so you always take a cab home after a night out in the pub. And I still have to see you walking in trainers!

I’m not posh! And, Morgan, just imagine the places I would go to on my bike. The things I would see, the worlds I would discover, the people I would meet. I would even, and brace yourself for this, I would even leave zone 1 and go visit you in Hampstead Heath. Isn’t that impressive?

Imagine is the key word. I can imagine being king of the world. I will brace myself when you are officially on a bike preparing to ride Hampstead Heath, then I will be overwhelmingly impressed. Nothing wrong with us people, we just know better.

Oh you sound just like my mother! Have a little faith, will ya?

No final do dia, depois de todos terem saído para o pabe, continuei a trabalhar na minha secretária. Tinha prometido ao professor Perry que lhe desenhava um VLE course para o próximo ano lectivo e quando desliguei o computador já passavam das onze da noite. A caminho de casa num black cab – pronto, confesso, I am a tad posh! – enviei uma mensagem ao Morgan. Se eu não podia me gabar da minha falta de inclinação para o esforço físico, motivo de chacota vomititious pela parte do Morgan, então ele que ficasse a par da minha disposição para trabalhar longas horas, chegando mesmo a sacrificar, alas, uma noite no pabe com os moquecos. Tal façanha, certamente, é mais notável do que um par de horas a suar no ginásio, digo eu.

23:22 - Guess what? I’m just leaving the research room! I´m the biggest geek in the whole world! What are you up to?

A reposta veio logo de seguida:

23:27 - U r definitely a geek but kudos 4 the discipline. Am going 4 standard late night half pinned walk. Livin la vida loca.

A “standard late night half pinned walk” é, na verdade, uma sessão de jogging que o Morgan gosta de repetir todas as noites nos desertos parques de Hampstead Heath com os seus labradores pela trela. Chama ele a isso “livin la vida loca”, chamo eu a isso “verdadeira demência”. E é por isso que eu não me ponho a fazer desporto. Não só fui muy abençoada com o gene da esbelteza, mas uma pessoa nunca sabe onde a obsessão do corpinho danone nos pode levar. Com a mania das corridas nocturnas, um dia destes, o Morgan ainda vira poster boy for gang rape. E esse é um risco que eu não estou disposta a correr. Mas, apesar disso, até gostaria de dar umas voltas por Londres na Falcon City. Nem que fosse só para mostrar ao Morgan que Maria Lua não tem asco à subúrbia.


Dia da Indepêndencia

Sunday, 20 July, 2008

Hoje, é o dia de independência da Colômbia, efeméride que não me diz nada ao coração nem ao intelecto e certamente me passaria completamente ao lado se não fosse a Mercedes convidar-me para celebrarmos o dia em que o seu país emancipou-se da espanholada com um almoço colombiano de lamber os dedos.

Ao almoço juntou-se-nos também o casal canadiano superstar, o Edward e a Martha, ele colega de doutoramento, ela futura estudante de medicina em Halifax, e o casal maravilha luso-francês, preferido dos preferidos, o Nico e a Mathilde, grandes amigos do peito, da fofoca, dos copos e do bem-dizer da pátria ibérica, ela colega de doutoramento, ele consultor numa qualquer empresa londrina.

A matinée, como se poderia esperar, foi muito cótural e entretida com interessantes debates sobre a história e a política contemporânea colombiana, mas o ponto alto, devo de dizer, não foram os sons andinos que ecoavam dos speakers, nem a deliciosa home meal cozinhada pela superdotada Mercedes com a ajuda da sua simpática flatmate, a argentina Evita. A bom do registo para a posteridade, convém deixar aqui escrito que um verdadeiro banquete de milho cozido, sancocho de pescado, arroz de coco, arroz de feijão, plátano, ceviche e doce de leite com queijo fresco foi servido, como diz a Mommy, com muito amor. Não. Como estava a dizer, o ponto alto da festa não foi sequer a comida, foi antes ver que os casais moquecos decretaram há pouco tempo o tube, o double decker e o black cab obsoletos e decidiram juntar-se à febre do street cycling, que, por curiosidade, conta já com um milhão de donos e proprietários de bicicletas só na cidade de Londres, deslocando-se a pedais para todo o lado: para o trabalho, a faculdade, a Tesco, o ginásio, o parque, o pabe e até mesmo para a casa da Mercedes.

Os quatro convertidos contaram-me maravilhas das duas rodas, da rapidez com que se cruza a Zona 1, do dinheiro que se poupa em transportes públicos e da segurança que se sente no meio do trânsito, pois os automobilistas britânicos até são minimamente civis e respeitadores do código da estrada. Para além disso, dizem eles que ciclar faz bem ao coração e ajuda a tonificar as pernocas e os abdominais, so what are you waiting for, Maria Lua?

Perante tanta vantagem, devo de dizer que fiquei tentada a deixar os saltos em casa e fazer-me à camisola amarela até porque, depois de dar uma voltinha na bomba da Mathilde, confirmei que ainda tenho o equilíbrio necessário à ciclagem. Assim, parece que nada me está a impedir de, qual Simón Bolívar, também eu declarar o meu dia de independência do oyster card, nem que seja só ao fim-de-semana em que, for Pete’s sake, os autocarros parecem virar atracções nacionais, enchendo-se de turistas de mapa na mão e de criançado de palmo e meio que insiste em gritar a pulmões cheios. Da mesma maneira, ao fim-de-semana esta cidade parece que pára, literalmente, e hoje só para chegar a casa da Mercedes, ou seja, só para ir de Westminster a Newington Green, demorei uma hora e meia de transportes, enquanto os casais atletas, esses, não demoraram mais de 45 minutos para cobrir o dobro do percurso.

Bikes -1; Double deckers - 0