O Me! O Life! O Academia!



Bomba de Oxigénio

Friday, 26 September, 2008

Eu já suspeitava que assim o era, mas ontem, pela primeira vez, senti-lo mesmo nos ossos: ao terminar a minha segunda palestra da semana, tive a nítida certeza que se um dia eu parar de ensinar, eu deixo de respirar. A sala de aula é a minha bomba de oxigénio, o meu embalo, o palco da minha vida. É a minha Meca, a minha cafeína, a minha adrenalina salgada. Junto dos meus meninos, cheios de potencial e mentes impressionáveis, é aonde eu me sinto verdadeiramente instigada. E então quando vejo neles um rasgo de brilho, porque as coisas finalmente lhes fazem sentido e a partir dali eles podem voar para planos mais altos, é quando eu me sinto mais viva. Se um dia eu parar de ensinar, eu deixo de respirar.


2008-2009

Wednesday, 24 September, 2008

O ano académico começou esta semana na Faculdade do Rei e ontem dei a primeira palestra. Classe em sentido, alunos maioritariamente no feminino e Maria Lua em controlo, sabedora das suas coisas. No fim da lecture já pude adivinhar, pela experiência que dois anos de ensino superior me dão, os meninos que estão interessados em aprender e os que estão a tirar a licenciatura só para encher CV com coisas giras e sérias. A leitura atenta da linguagem corporal nunca falha e dentro da sala de aula ela transparece como a luz da aurora. Embora tenha amor de paixão pelos estudantes mais dedicados, estrelas dos meus olhos, são os mais ociosos, possuidores das certezas de tudo, que mais me estimulam. Por norma, não costumo descansar até lhes contagiar com o meu entusiasmo erudito, geek is cool. E na maior parte das vezes, a minha atenção maternal e incansável costuma resultar - no final do ano, é ver as notas subirem em flecha. Fingers crossed, e a turma 2008-2009, primeiro semestre, não será diferente.


Think Big

Saturday, 30 August, 2008

Se alguém perguntar porque é que eu decidi fazer carreira académica na Terra Ingla e não nas raquíticas universidades portuguesas, a reposta está em resultados como este que resumem o meu descontentamento face ao sistema educativo superior das ibérias ocidentais:

Universidade do Porto sobe 84 posições no ranking mundial de produção científica

Vice-reitor satisfeito por UP se situar na 375.ª posição no “top 500″ da ciência mundial… A UP é, aliás, a única universidade portuguesa presente neste ranking, onde são analisadas cerca de 17 mil universidades de todo o mundo. 

(In O Público, 30 de Agosto de 2008)

Palmadinhas nas costas do senhor reitor pelo notável esforço, mas o resultado, infelizmente, continua a ser horrores de medíocre. Quando é que os governos de Lisboa vão perceber que sem um justo investimento na educação portuguesa, sem uma destemida cobrança de propinas consoante o rendimento de cada um, sem a construção de laboratórios e bibliotecas científicas de jeito e sem a abertura de mais centros de investigação com apoios do Estado, mas principalmente do privado, o nosso património intelectulóide está destinado ao exílio e as faculdades portuguesas ao ridículo “400 Overall Rankings” do Times Higher Education?

Para quem ambiciona saber um pouco mais do que a licenciatura tem para oferecer, trocar ideias com os “topos de gama” da sua área, ter verdadeiras condições e incentivos para investigar o que lhe acossa a alma, então não há outra alternativa senão fazer-se ao cosmopolita. E um dia, quem sabe, quando já não tiver mais nada para provar aos seus pares transnacionais, e se a pátria o quiser de volta, regressar à base para ensinar à sua gente o que aprendeu lá fora.

Mas até esse dia chegar, deixem-me andar por aqui, que enquanto eu aqui estiver, estou no topo dos tops - a faculdade em que vou começar a leccionar é a 36.ª melhor do mundo no estudo das Humanidades e a faculdade em que me mestrei, ensinei até há pouco tempo e estou agora a acabar o doutoramento é, senhoras e senhores, a 3.ª melhor do mundo no estudo das Ciências Sociais. Nestes últimos anos, tenho pago uma pilha de propinas que daria para comprar um fantástico Ferrari, verdade seja dita, mas com a ajuda de uma bolsa oferecida pela própria faculdade, as aulas que dou e, até há pouco tempo, três diferentes part-times, tenho-me mantido de pé e muy orgulhosa.

Meus lindos, se é para seguirem os seus sonhos, então que os sigam em grande. O resto, depois arranja-se.


Adeuses

Friday, 15 August, 2008

Ontem, emocionei-me à frente da minha chefe. Foi o meu último dia a trabalhar como assistente editorial numa revista da especialiade publicada pela Blackwell e os adeuses foram mais comoventes do que eu esperava. Durante dez meses, assisti em part-time a Managing Editor daquela revista, colocando em prática a experiência que tinha ganho numa outra revista da especialidade, publicada por estudantes de doutoramento da minha especialidade, para a qual trabalhei durante três anos, chegando à superlativa posição de Deputy Editor. Nesta revista da Blackwell, embora a minha posição na hierarquia fosse de subalterna e não mais de chefia, aprendi imenso sobre as complexidades do processo peer-review e desenvolvi um know-how admirável sobre as políticas administrativas da segunda melhor revista científica do mundo na sua área de expertise. No processo, desenvolvi uma forte e muito maternal amizade com a minha chefe, de seu nome Salomé, de seu país Brasil. Um doce de pessoa, radiosa e encantadora, com a sabedoria e paciência humana, própria de quem passou dos 60 há já algum tempo. Uma lutadora por natureza, mulher apaixonada e bem sucedida, de uma determinação e diligência invejáveis. A despedida custou-me deveras e ainda cheguei a derramar uma lagriminha mais marota quando a Salomé me abraçou fortemente e me disse que sem a minha ajuda, a revista não teria chegado tão longe em tão pouco tempo.

No final do dia, regressei ao meu escritório na Faculdade do Rei. Sobre a minha secretária, espalhei os inúmeros documentos que constituiam o contrato que me ia amarrar à Faculdade no próximo ano lectivo. Lio-os atentamente, preenchi-os, assinei-os e enviei-os para os Recursos Humanos.

É oficialmente o fim de um ano lectivo e o início de outro, o fim de uma etapa na minha carrreira e o início de outra. E no espaço de um ano, as mudanças saltam à vista. De Maria Lua, a assistente, a subalterna, a timida do seu conhecimento, passei a Maria Lua, a confiante, a poderosa, a mercenária da academia e, em alguns meses, fingers crossed, a published author. Ai.


Gusto

Thursday, 14 August, 2008

Desde que a Mommy voltou para as ibérias com os putos, contentes da vida por terem passado meia dúzia de dias a passear por Hyde Park, Hampstead Heath, Brighton, Legoland e pelo O2, onde foram devidamente cultórados nas virtudes da civilização egípcia do boy king Tutankhamun, porque parente de Maria Lua tem porque tem de ficar a saber uma coisinha ou duas sobre o mundo e a sua História, que tenho andado atulhada em trabalho até aos queixos, daí a avareza de textos escritos neste diário desde o início do mês, embora já tenha prometido a mim própria que doravante passarei a levantar-me mais cedo para despejar qualquer coisinha no papel, porque se há coisa que me deixa bem humorada logo pela manhã é escrever umas tonterias light, enquanto cultivo o verbatim self-absorbed ad vomitum.

Bom. Na semana passada, então, lá migrei para a Faculdade do Rei. Deixei o conforto da sala dos doutorandos da Londres Sempre Eterna, onde entre grande animação colectiva, escrevia a tese e preparava as aulas na companhia de outros oito moquecos. Agora tenho um escritório só meu, porque, alas, na Faculdade do Rei deixei de ser assistente de catedrático e passei a ser professora sem sufixo de assistente, e o trabalho caiu-me no colo como uma avalanche. Passo catorze horas por dia a rever um livro que estou a co-editar com o belga Frédéric para a Palgrave, a fazer projectos VLE para os professores em antecipação do novo ano académico, e escrever a tese, a preparar as palestras das novas cadeiras que fui recrutada para leccionar em 2008-2009 e a elaborar uma crítica literária de um livro de um colega.

Como podem imaginar, ando sem tempo para nada. Reduzi-me a pôr a leitura da Newsweek em dia na paragem do autocarro, a escrever pensamentos e daily tasks no bloco de notas do Blackberry, a manter a indulgência das novidades do Blockbuster ao mínimo, a esquivar conversas longas com outros seres racionais e a ver o noticiário da Channel 4 no Channel 4+1, onde o repetem uma hora mais tarde, dando tempo para chegar a casa no final do dia. Em uma semana só troquei mais de duas palavras com a Mommy, o administrador do meu novo departamento e a minha amiga Mathilde. Já não me lembro quando foi a última vez que pus os pés num pabe, que fui a uma house party ou que li o livro de cabeceira por mais de meia hora.

Mas, devo de dizer, não trocaria esta azáfama diária por nada neste mundo. Ando empanturrada de deadlines e produção literária em série até às costuras, mas ando muito satisfeita.

Neste mundo académico, não há nada que me dê mais pujança para continuar do que a aprovação dos meus meninos e dos meus superiores. Ainda ontem, recebi um email de um dos meus ex-alunos a dizer que tinha terminado a licenciatura com um Mérito e a agradecer-me por ser “such a cool teacher”. Um catedrático americano para quem fiz um projecto VLE, congratulou-me com um rasgado elogio, “it’s fucking fantastic, thank you, you’re amazing”. Sim, os catedráticos, pelos vistos, também dizem asneiradas, deixando-me tão surpresa quanto estimulada. E outro catedrático, guru supremo da minha área de especialidade, que colaborou com um brilhante capítulo para o livro, louvou-me e ao Frédéric pela “excelente” iniciativa literária.

Repito, ando muito, mas muito satisfeita. E que venham lá mais semanas como esta, que eu posso andar sem tempo para fazer um trimming de jeito às sobrancelhas, mas, como diz a Mommy, estes são os melhores dias da minha solteirísse e o melhor é aproveitá-los, porque depois do grande C, o trabalho não mais me ocupará a mente com o mesmo gusto.


Quem quer ser Henry Junior?

Monday, 28 July, 2008

Não querendo desprezar as honrosas e revolucionárias descobertas que os meninos das ciências naturais têm feito ao longo da história da humanidade, eu sou da opinião que os estudantes das ciências sociais é que se acham destinados aos achados dos cinco sentidos. Na persona do seu role model, Dr. Henry Walton Jones Junior, convencem-se que são os Indiana Jones das ciências racionais, os verdadeiros aventureiros de chicote na mão, cheios de curiosidades mil pelas mudanças que certas pessoas, líderes, grupos, partidos, nações e Estados têm exercido neste mundo. Sofrem eles de claustrofobia aos laboratórios fechados, cerrados à vida real, onde as revoltas populares, os media, a globalização, as guerras, o nacionalismo, a imigração e a diplomacia são conceitos abstractos sem razão de ser e sem nenhuma aplicação ao trabalho que se está a desenvolver. O objectivo dos cientistas sociais é antes aceitar a humanidade e a sua história tal como ela se apresenta, tentando entendê-la e explicá-la dentro do que é possível com os dados e observações que recolhem nas suas expedições aos quatro cantos do mundo. Fazem-se a terrenos desconhecidos e, por vezes, inseguros, aprendem línguas estranhas e vão ao encontro daquilo e daqueles que podem iluminar o puzzle intelectual que dá forma à sua investigação. Preparam viagens de campo à minúcia, marcando entrevistas e visitas a depósitos de documentos, e arranjam alojamento na cercania daqueles que melhor os podem elucidar sobre o tema que estão a escrever. Se tiverem sorte, ainda regressam a Londres com as repostas que procuravam e um research fund que cumpra a promessa de reembolsar as despesas da viagem.

Tudo isto é muito bonito e a mim deveria excitar deveras, uma vez que também eu sou estudante das ciências sociais mas, sinceramente, não me diz quase nada. Ao contrário dos meus colegas, o meu case study não me leva mais longe do que a Ibéria, onde passo dois pares de semanas por ano a fazer investigação, enquanto visito a família e me delicio com o que de melhor a cuisine nacional tem para me encher as tripas. Isto porque não é culpa minha que, neste reino róial, Portugal continue a ser tema exótico, tão exótico quanto o Uganda, o Panamá ou a Mongólia, mas ao contrário destes países, fique situado aqui no Oeste da Europa, na mesma time zone que as Ilhas Britânicas. Para além disso, do que me vale escrever sobre coisas menos familiares e mais longínquas do que as gentes da Ibéria, quando se contam pelos dedos os livros escritos em inglês sobre a nossa história política e, quando terminar o doutoramento, a minha tese terá tanta possibilidade de ser publicada quanto a dos colegas que escrevem sobre a Al-Jazeera e as minas anti-pessoal no Sudão?

De igual forma, esta história da observação in loco causa-me muita tristeza, pois deixou-me numa secura total de moquecos, que desertaram Londres para ir fazer pesquisa de campo à China, Austrália, Israel e Tajiquistão. Em Agosto, os poucos que restam rumarão à Argentina, ao Uruguai, à Itália e ao México. Uma chatice tremenda, porque até que a moquecada regresse a Londres, lá pelo final de Setembro, não me resta muito para fazer à noite senão ver as aventuras de Ewan McGregor em Long Way Round, outro gajo com a mania que é Indiana Jones sem sequer ser cientista social, cujas repetições são convenientemente exibidas no BBC iPlayer. Isto, claro está, quando não me ponho sob terror, porque em Istambul rebentaram duas bombas num bairro residencial, matando 15 pessoas, e a Mathilde anda por lá com botas de espora e chapéu de cowboy a fazer entrevistas para a tese. Depois de uma rápida troca de emails, ela lá confirmou que está viva. O pior foi a bombástica diarreia nativa que a atacou subitamente.

I rest my case.


Ode à Academia

Friday, 25 July, 2008

A Academia é o meu refúgio, o meu santuário, o meu spa, o meu Woodstock, a minha revolução silenciosa. É o sítio onde espero passar o resto dos meus dias: a trabalhar, a estudar, a investigar, a fazer sentido do mundo, a construir longas amizades com pilhas de livros e a perder-me de amores por pensadores vivos e há muito falecidos.

Na minha Academia do reino róial, Londres Sempre Eterna, encontrei o meu niche e as cores da minha pele, encarnada e branca, que me assentam nos ossos como uma bandeira. Talvez por esta Academia ser mais corporativa do que as da Ibéria, talvez por a sua credibilidade e reputação mundial ser incomparável a outras do continente, talvez por a sua tradição académica ser posto de referência para os líderes mundiais, que depois de politicarem em 10 Downing Street, dão um pulinho aos anfiteatros para discursarem para os estudantes, os “líderes de amanhã”, talvez por tudo isso e muito mais é aqui que eu me sinto no céu, no inferno, no centro do mundo.

O prestígio que o nome desta Academia me dá como doutoranda e professora assistente enche-me de orgulho, o mesmo que sinto pela cream of the crop que aqui lecciona. O conhecimento que destila por estas paredes, os académicos que aqui circulam e cujas opiniões são referenciadas em todo o mundo, inclusive na CNN e na BBC World, as palestras repletas de jovens e tímidas mentes dispostas a serem moldadas pelos mestres do pensamento, os corredores silenciosos da biblioteca cheios de livros e mais livros que quando lidos, entendidos e criticados nos engrandecem como seres racionais – tudo isto é o meu pão e a minha água. A razão de ser da minha gloriosa existência.

Dito isto, enganam-se os que pensam que Maria Lua sempre foi uma snob e pestilenta dos livros, sem modéstia para ter conversas decentes com mortais menos iluminados. Não, nunca fui. Na verdade, nunca fui uma mente particularmente brilhante, mas também nunca fui, atenção, menina de negativas – em vinte e três anos de estudo, elas contam-se orgulhosamente pelos dedos. Fui, antes, aluna consistente e dedicada ao seu trabalho e, por isso, menina de bons e satisfazes bem, embora horrores de opinada e com perguntas mil para os professores. O meu muy razoável aproveitamento nunca me envergonhou, nem a opinião que os professores tinham de mim, uns achavam-me o máximo, cheia de spunk e sassiness, outros uma respondona de primeira com atitudes de proletariado – um professor das Ibérias virado Ministro disse-me uma vez, Maria Lua, cuidado com a linguagem dentro da sala de aula, é melhor deixá-la para o café, embora tenha acabado por me graciar com um superlativo 18 no final do semestre. É assim. Às vezes, a vida tem dessas ironias. Mal sabe ele que a linguagem continua a mesma dentro da sala de aula, mas desta vez sou eu quem está à frente dos meninos, que não se queixam, muito pelo contrário, mostram-se genuinamente gratos pelo meu simplório vocabulário que lhes facilita a vida, porque, meus queridos, para complicada já basta a ranhosa da morte.

O que me distingue dos coleginhas mais inteligente de escola que não seguiram esta minha fabulosa carreira é o facto de eu estudar por genuína paixão, gozando, como se de um bom vinho se tratasse, cada gota de informação histórica e política mais interessante que cruze o meu caminho. Conhecer e compreender as causas por detrás das coisas, a génese de certos eventos sociais e políticos, são o meu objectivo número uno, mais do que alguma vez foram a boa da média final de lincenciatura, de pós-graduação ou do master’s. Com 14 anos, juntamente com a leitura assídua da Ragazza, já eu assinava a Newsweek e, desde então, tenho sido modestamente bem sucedida em desenvolver o meu intelecto e a visão que tenho do mundo. O conhecimento, ao contrário da roupa da moda, não ocupa espaço.

Mas não são só as “ideias”, as “causas” e as “razões” que me estimulam no mundo académico. Na minha Londres Sempre Eterna tenho feito de tudo um pouco para a administração da faculdade. Para mim, não só é imperativo fazer parte da faculty que educa e aviva o brio dos “líderes de amanhã,” também considero de importância máxima saber como as catedrais do conhecimento funcionam, estar a par das complexidades administrativas do ensino superior. Assim, nestes últimos quatro anos, desde os tempos do master’s, já trabalhei em revistas académicas, organizei uma conferência mundial, chefiei uma associação académica, vigiei inumeráveis exames de final de ano e de curso de verão, escravei brevemente para a Graduation Admissions Office e, finalmente, ajudei nas matrículas e nas cerimónias de graduação. Em suma, fiz de tudo um pouco em troca de uns tostões rápidos, mas acima de tudo, em troca de uma compreensão holística do que os meus alunos têm de passar antes de entrarem na minha sala de aula e depois de sairem da minha vida. O meu papel na sociedade não se limita a passar informação de uma geração para a outra, pôr os miúdos a lerem e a pensarem pelas suas próprias cabecinhas. Esse papel também abrange outras funções mais chatas e aborrecidas como amparar, educar e formar personalidades, mesmo que os meus meninos já tenham vinte e um anos de idade.

E essa é uma missão que eu levo muito a sério.

Em vista disto, e depois desta longa ode à Academia, podem imaginar como eu me senti hoje, quando vi as notas que os catedráticos da cadeira que assisto deram aos exames de final de ano dos meus meninos. Todos os meus alunos tiveram Mérito à minha cadeira, com excepção de dois que tiveram Distinção. Ninguém teve um rasco Pass. Um verdadeiro feito. Ai.

Tissue!